O futuro das Pequenas e Médias Empresas após a Crise Global

As Pequenas e Médias Empresas (PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS) são consideradas a força motriz da economia local sustentando o desenvolvimento deste país nos últimos anos. Elas formam a base da nossa economia,e o que assistimos nos últimos anos foi um incentivo governamental no sentido de alavancar a propriedade privada e empresarial. Na sua essência os órgãos governamentais incentivaram a criação de empresas de pequeno porte em busca de uma arrecadação que se encontrava fora dos tentáculos dos coletores de impostos.

Devido à sua flexibilidade quase instantânea de poder se ajustar rapidamente às mudanças do mercado, gerar emprego, criar diversificação na atividade econômica e contribuir para o acerto de um ajuste fiscal que era necessário.

É também assim que as PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS têm se tornado em diversos países do mundo os pilares do desenvolvimento de economias em transição.

Até o início da crise econômica global instalada pela epidemia do Corona Virus estas instituições eram vistas como capazes de alcançarem resultados e promoverem a esperança de que a economia Brasileira , após anos de estagnação econômica, poderia conseguir alcançar níveis de desenvolvimento das principais potências do mundo desenvolvido.

Não existem posições unificadas sobre conseqüências reais do impacto da crise econômica global instalada, que segundo os especialistas é a maior em todas as décadas. Não existe acordo em termos de comprimento, profundidade possível,duração, bem como medidas que precisam ser tomadas a fim de reorganizar as economias para uma recuperação. As posições não são unificadas nem mesmo entre as mais importantes organizações internacionais financeiras.

O que enxergamos até agora é preocupação justificada de não causar um mal maior econômico, incentivando a colocação de recursos a curto prazo para a sobrevivência das pequenas empresas, mas é preciso um efetivo entendimento de como estes recursos chegarão aos empresários. No momento o que temos é um aumento substancial do preço do crédito e uma redução forte nas linhas de financiamento. Fintechs , Bancos e empresas digitais que viam no mercado de pequenos empresários um oceano azul , instantaneamente recolhem seus times de busca aos clientes para adotar a postura da cautela e pouco risco.

Que isto sirva de exemplo aos pequenos empresários , a falta de conhecimento de gestão dos negócios bem como de habilidades para gerir corretamente seus negócios em tempo de crise faz com que fiquem sujeitos a aproveitadores da situação.

É necessário que após a crise , aqueles que conseguirem sobreviver a este tão difícil momento tenham consciência da necessidade de cada vez mais buscarem o constante processo de aprendizagem. A sobrevivência das PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS nas condições da crise atual dependem disso. Esse modelo de apoio institucional ao desenvolvimento de PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS e empreendedorismo exigem dos proprietários e gerentes uma abordagem proativa em que o aprendizado adicional e a necessidade de um  bem-sucedido desenvolvimento em habilidades básicas de finanças e marketing. O treinamento atual de nossos empreendedores e

gerentes é inadequado para as necessidades de desenvolvimento do setor das PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS que é incapaz de se ajustar à crise global. Sem dúvida alguma poderiam ser alcançados melhores resultados se tivéssemos mais domínio financeiro e de marketing e conhecessem ferramentas de tecnologia da informação aplicadas aos seus negócios.

Computabilis – 27/03/2020

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