As equipes de nossas organizações estão cada vez mais reduzidas, isto em função de uma constante preocupação com o controle de nossos custos e despesas, mas a pressão pela qualidade e quantidade de resultados não têm diminuído na mesma proporção. Pelo contrário, apenas aumenta, seguindo a regra do fazer mais com menos. Você já deve ter sentido isso na pele, não é?
O resultado disso é que os nossos colaboradores se veem obrigados a dedicar a maior parte do tempo, se não a totalidade dele, à execução de tarefas urgentes do dia a dia e, com isso, não sobra tempo para avaliar de forma analítica os processos em que estão inseridos com isso se há uma possibilidade de implementar melhorias os mesmos não conseguem enxergar.
Quando a economia está em uma fase ruim, esse cenário se agrava diante da luta diária das empresas por alcançar resultados que as permita sobreviver. Em outro diapasão, se as condições da economia são boas e refletem positivamente nos negócios, a tendência de muitos é pensar que não há necessidade de mudanças em seus processos e acham uma perda de tempo gastar energia da equipe identificando gaps, afinal, tudo está indo tão bem…
O segredo das empresas de sucesso
O fato é que vem apresentando crescimentos constantes tanto nas boas fases como nas fases ruins se diferenciam justamente por não pensarem assim. Nelas, há o constante exercício de identificar formas para sempre fazer melhor. Nessas organizações, os grupos internos são estimulados a atingir metas e ultrapassá-las, sempre que possível, mas não a qualquer custo. A ideia é que os resultados sejam fruto de estratégias bem elaboradas e não simplesmente de esforço.
Investir em parceiros externos para que ajudem as organizações a identificar as melhorias que podem ser realizadas no processo , sobre uma ótica externa de quem não está focado no dia a dia tem sido um diferencial competitivo e que promove a diferenciação de certas empresas
Existe mais de uma forma apropriada de melhorar as diferentes áreas de uma empresa e fazer com que a produtividade aumente de maneira significativa. Em alguns casos, identificar os processos problemáticos resulta na necessidade de modificar as ações do dia a dia e levar os colaboradores a uma nova cultura , incluindo a equipe de direção. É preciso, ainda, não só identificar estes processos problemáticos bem como implementar uma cultura constante de busca de como aumentar essa eficiência, sem focar apenas em como atingir metas. Ter essa ciência não é, necessariamente, um alerta de mau funcionamento da organização, e sim um sinal de compromisso com resultados sustentáveis e a constante evolução dos negócios.
Por Pedro Ivo Fernandes Campos
Engenheiro de Produção – UFJF


